Direto do NaJogada: Minuto Final

Conhecimento x Ignorância

O pai do meu pai, seu Marinho, dizia que “saber não ocupa lugar”. E é verdade. Por mais velhos que estejamos – ou que achemos que estamos – não há limites para que possamos expandir nosso conhecimento, aprender coisas novas, pessoas novas, vidas diferentes. Por muitas vezes, ficamos fechados no nosso mundinho, e nos achamos tão autossuficientes que, quando a gente descobre o mundo lá fora, percebe-se que, em qualquer lugar que se vá, tem sempre alguém mais capaz, com quem você pode aprender alguma coisa.

“Por que essa ‘tentativa de filosofia’ pra abrir a coluna?”, poderão se perguntar alguns.

Simples. Respeito muito àqueles que, dentro da sua área de atuação, procuram se especializar, aprender ainda mais. Procuram absorver novas informações e não medem esforços para estar antenados com o que de mais moderno acontece.

Em Cabo Frio, ou por falta de oportunidades, ou por falta de uma mentalidade voltada para o esporte como ciência, ainda são poucas as oportunidades de capacitação. Mesmo na área da Educação Física, onde há duas universidades com cursos atuando, as opções de pós-graduação ainda estão restritas às áreas de fitness e de educação física escolar – áreas importantes, sem dúvida, mas que não são do meu gosto.

Então, quem está a fim de se aprimorar tem que se apertar e buscar cursos, estágios, intercâmbios e especializações onde quer que seja. No Rio, em São Paulo, em Londrina, em Jaraguá do Sul, até fora do país, quem sabe? Quanto mais conhecimento você tem, mais capaz você se torna. O sacrifício é válido.

Por outro lado, há pessoas que não buscam o conhecimento. Pelo contrário. Trabalham com a ignorância. Ignorância dela (ao tratar as pessoas com ameaças e ironias) e ignorância das pessoas que são ameaçadas (lembremos que ‘ignorar’ é sinônimo de ‘desconhecer’).

Essas pessoas que não buscam o conhecimento se colocam, por vezes, acima do bem e do mal. Deixam de esclarecer as regras do jogo para se beneficiar e beneficiar seu grupo de trabalho – e pior: para prejudicar os adversários.

Reza um princípio básico do esporte que “adversário não é inimigo, porque sem adversário, não há jogo”. Mas essas pessoas ignorantes preferem vencer sem esforço, preferem ganhar sem jogar – talvez, por medo da própria incompetência.

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Nesta edição, a bela Luana Macêdo assina uma coluna sobre o acesso da Cabofriense. Sou suspeito pra falar, mas vocês verão que Luana não é apenas um rostinho bonito (e bota bonito nisso!) na TV. Escreve bem e conhecer muito de futebol”

Falando na Cabofriense, fazia muito tempo que eu não ia ao Correão. Estive no jogo contra o Nova Iguaçu – que praticamente garantiu o acesso. Pra quem ouvia dizer que o “estádio vive vazio”, tava bem cheio, bem legal.

Bacana a participação de Rosa de Saron e Cabo Frio Futsal na Super Liga Futsal Rio, organizada pelo Marco Bruno. Quanto mais equipes da cidade disputando competições fora daqui, melhor.

Esse mês tem JAI. O basquete já se classificou. As seleções de handebol, futsal, vôlei e futebol seguem na disputa. Vamos torcer: mesmo sem muito prestígio da ‘grande imprensa’ (ao contrário de São Paulo), os Jogos Abertos significam muito pra quem os disputa.

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