Cabo Frio, de olho nos 400 anos

Este artigo é publicado no dia de aniversário da cidade em que eu nasci, me criei, espero ter a oportunidade de criar um filho – o que eu tenho não foi criado aqui, infelizmente – e por aí vai. Minha ligação com Cabo Frio vem por uma série de incríveis coincidências ao longo dos meus 36 anos de vida que já começam por eu ter nascido também em um dia 13 (exatamente seis meses antes/depois da efeméride da cidade).

Além disso, diante de todas estas transformações que estamos vendo na cidade em um período de 15/20 anos, que me coloquei outro dia dentro de uma faixa etária dos últimos cabofrienses que ainda conseguiram pegar um pouco da essência da cidade que herdou os traços das crônicas do seu Claudio Machado, que tão bem escreve sobre a Cabo Frio de antigamente.

Hoje, o que vemos, é uma cidade que tenta se ajustar ao crescimento (desordenado), mas mantendo ainda algumas coisas bacanas das cidades do interior. Sobram carros nas mesmas ruas estreitas dos anos 70, quando meus pais vieram da Bahia pra cá. E ao mesmo tempo, você pode ver em alguns pontos da cidade vizinhos conversando animadamente na calçada em plena madrugada, sem que isso seja sinal de perigo ou pânico para ninguém.

Logo vão dizer que o título deste artigo carrega um erro histórico – já que Cabo Frio fez 500 anos de história em 2003. Mas não falo da primeira visita de Américo Vespúcio aqui (ou em Arraial? mais briga?). Falo dos 400 anos de transformação da Vila de Santa Helena em cidade, em 2015. Penso, modestamente que, a próxima administração da cidade tem como desafio principal a montagem e aprojeção dessa cidade “quatrocentona”. Mais empregos, mais segurança, mais esporte, mais saúde, mais cultura, mais lazer… enfim, essas coisas todas que toda administração se preocupa.

Mas principalmente por se tratar de uma marca “redonda”, que já podemos agora começar a pensar no assunto. Que Cabo Frio queremos ter em 13 de novembro de 2015? Que Cabo Frio podemos ter lá? Onde é que eu, como cidadão, posso ajudar a melhorar a cidade onde vivo? São questões que me faço sempre, e que merecem ser estudadas, discutidas e debatidas por todo mundo que vive ou que ama esta terra.

Artigo publicado no Jornal Completo, edição 75 de 13/11/2010.

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