Curtindo a noite em Cabo Frio

Maria Rita encantou o público em Cabo Frio

Maria Rita encantou o público em Cabo Frio (foto de Felipe Quintanilha)

Sentei pra digitar meu artigo sem pensar em um tema específico e querendo fugir das polêmicas que, volta e meia, se espalham pela cidade como a areia das dunas na estrada do Arraial no mês de agosto. Então pensei em algo que é tema recorrente em alguns artigos que publico aqui e no meu blog.
Temos, neste sábado, a oportunidade de ver o show da cantora Maria Rita Mariano em Cabo Frio. Pra mim, é uma felicidade, porque gosto de vê-la cantando, acho uma cantora talentosa demais. Respeito quem não curte, quem não gosta do estilo, quem acha que ela tenta emular a mãe, enfim. Mas eu gosto e pretendo estar no show.
Já escrevi sobre a falta de um espaço para este tipo de show em Cabo Frio. A apresentação deste sábado será aberta e gratuita, dentro da programação da prefeitura de trazer um grande show por mês. Mas sabemos que é raro que artistas do naipe de Maria Rita, por exemplo, se apresentem no interior do Estado, a não ser em eventos patrocinados pelas prefeituras. E aí, além da questão do investimento, entra a questão da logística.
Acho que já falei aqui do meu pendor pela área artística. Não toco nenhum instrumento musical, mas sou DJ desde a minha adolescência, trabalhei em rádio, fiz locução, festa de rua e sou fascinado por este lado dos bastidores do mundo musical. Se não tive a bênção de ter dons para tocar alguma coisa (a não ser os toca-discos), sempre gostei de estar envolvido.
E em alguns dos meus sonhos mais malucos, já me vi administrando uma casa de shows. Em Cabo Frio, logicamente. E aí, eu já pensei em duas opções: uma, de ter uma casa um pouco maior, para atrair shows de um alcance mais popular. Outra, de ter uma casa menor um pouco, que abrisse espaço para bandas locais e que, eventualmente, abrigasse um show maior, com artistas de primeira linha, que nem sempre se apresentam aqui.
Mas são apenas divagações de quem não é empresário, não tem grana para investir na área e não está preocupado com os lucros, apenas em se divertir e oferecer entretenimento. Mas vai que eu dou sorte em encontrar um parceiro com grana (ou até mesmo ganhar na megasena, não dizem que a sorte sorri para todos?). Sonhar não custa nada.

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Ainda na área do entrenimento, Cabo Frio tem hoje uma saudável competição na área de bares com música ao vivo e boates, tanto no Boulevard Canal quanto na orla da Praia do Forte. A cidade cresceu bastante e há espaço pra todo mundo dentro dessa concorrência.
O perfil de quem está à frente destes empreendimentos é também jovem, arrojado e que está antenado com as novidades. O mercado cresce também para quem trabalha nessa área. Sempre penso que músicos (e porque não, DJs) locais devam ter o seu espaço e devam também ser incentivados.
Quando iniciativas como o Portinho Bohemio e o Bossa na Praia surgiram, havia quem tivesse dúvidas sobre o sucesso desse tipo de empreitada. Hoje, elas acontecem uma vez por mês e a sensação que se tem é que boa parte da cidade está lá (quando a chuva deixa, claro). Como gostam de falar os publicitários, “um case de sucesso”.

(artigo publicado na edição 102 do jornal Completo, de 21 de maio de 2011)

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