A odisseia

Muita gente tem perguntado sobre a minha real situação de saúde. Como a história é longa e, a cada dia que passa, ganha novos capítulos, resolvi escrever sobre tudo, desde o início, para que eu tenha uma referência do que aconteceu e de como estou.

Em outubro de 2004, eu tive uma entorse no tornozelo esquerdo em uma pelada no Tamoyo. Tava no gol, fui sair pra cortar um lance, pisei na bola e caí. Gelo, antiinflamatório e imobilização por 25 dias. No processo de fisioterapia pós-trauma, tudo bem, fiquei sem dor, tudo normal. Só que no final do ano, estranhamente, a perna começou a inchar conforme o dia passava. A gente percebeu isso na primeira edição do “Viva Esporte”, no verão de 2005.

Procurei o médico, e ele detectou que tinha um início de trombose. Fiz doppler e mais exames, foi constatado um trombo. Receitada a medicação, aparentemente, o problema sumiu. Só que, de lá pra cá, as coisas só tem piorado – minto: melhoraram sensivelmente em 2007, quando eu fiz o tratamento pra perder peso (dieta+medicação+atividade física).

Os trombos se multiplicaram e não tem jeito nem de operar, por enquanto. Pra piorar, ano passado, em agosto, mais ou menos, uma picada de mosquito no local causou um ferimento que foi aumentando e se tornou uma úlcera venosa (até pela conjunção da má circulação e de um pouco de desleixo meu em relação ao peso de novo).

Não vou colocar fotos aqui de como ficou minha úlcera. As imagens não são propriamente bonitas (curiosos: procurem no Google). Tratando com o dr. Antônio Feliciano Neto, estamos nessa luta para que o ferimento cicatrize. Ele melhora e piora com uma facilidade absurda (em dezembro do ano passado tava quase fechado, no carnaval tava insuportável a dor).

Em março desse ano, fiquei seis dias internado para fazer medicação intravenosa. Aparentemente, tudo certo, mas em junho, depois de uma das sessões de linfagem drenática que foram prescritas, o ferimento começou a reabrir. Mês passado ele tava imenso de novo e como dr. Feliciano sofreu um acidente de moto e não está clinicando, ele passou o caso para o dr. João André, que recomendou a utilização da bota de Unna, uma bandagem recoberta por  óxido de zinco que acelera a cicatrização.

Estou de repouso quase integral há duas semanas, trabalhando de casa. Saí três dias, todos para ir ao médico (e no último dia, quinta passada, quando da colocação da bota de Unna, fui ao jogo da ADDP no Municipal sub-20). A úlcera está protegida sob a bota, uma camada de atadura comum e uma de atadura elástica. A perna não dói, eventualmente há um desconforto por conta da circulação, mas tô sem dor como há muito tempo não acontecia.

Se tudo der certo, na quarta vou ao hospital trocar a bota de Unna (ela fica no corpo entre cinco e sete dias), espero que a úlcera tenha diminuído bem. Vou manter o repouso até o ferimento cicatrizar. Estou deixando de ganhar dinheiro, sem poder fazer meus frilas, tocar ou algo do tipo. Mas minha saúde nesse momento é fundamental.

Tenho aproveitado o tempo ocioso pra ler, estudar, fazer uns ajustes na minha monografia, ver vídeos de futsal, conversar com os amigos. Agradeço a lembrança de todos eles, de cada um deles que me visita ou traz presentes (como o jornalista Ralph Bravo, que deixou um exemplar autografado do livro dele “Dirigentes Empresariais Cabo-frienses”), ou as amigas Luana Macêdo e Dayanne Neves, que vieram aqui me ver.

Estou bem, pelo menos de espírito. Sem dor e com a mente funcionando bem. E bola pra frente. Espero que esse relato imenso tenha ajudado a que entendam o que tenho, como tô tratando e porque eu sumi.

0 Comments on “A odisseia”

  1. Manga: há diversas pessoas na nossa time-line que podem lhe ministrar Johrei, bastando para isso que vc se manifeste aceitando receber. A harmonia entre o mundo espiritual e o mundo material é importante. O Johrei ajuda a promover esse equilíbrio. Abs.

  2. Camarada, me passa seu endereço que lhe faço uma visita, com certeza.
    É sempre conversar sobre futsal com você e seria um prazer fazer isso acontecer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *