Tô na Vibe com Forfun

Tô na Vibe com Forfun

Ontem de madrugada, uma postagem no Facebook anunciou o fim da carreira da Forfun, uma das inúmeras bandas que fizeram a cabeça da molecada no final da década passada e início dessa. Eu já estava “velho” quando eles estouraram – mas eram frequentes os shows aqui em Cabo Frio, principalmente em um evento chamado “Tô na Vibe”, realizado pelo meu amigo Caio Figueira.

Conheço pouco do trabalho deles, não posso dizer se gosto ou não. Mentira: tem uma música deles, “Suave”, que eu gosto muito – e que ganhou uma versão pras pistas muito boa do duo de DJs Felguk. Mas não tenho capacidade, nem pretensão, pra dizer mais que isso sobre o som deles. Mas fica fácil de perceber no Facebook e demais redes sociais uma tristeza daquela molecada, meninos e meninas, que hoje cresceu, mas que carrega aquelas mensagens até hoje no coração.

E fico pensando como é que a música tem esse dom de unir e encantar pessoas, que as vezes, nunca se viram. E aí lembrei imediatamente da frase que intitula esse post (de “Tempo Perdido”, uma das poucas músicas da Legião Urbana que eu gosto até hoje). Somos tão jovens?

Não somos mais – apesar de eu ter a certeza que envelhecimento é, fundamentalmente, uma questão de espírito. E a música é um fator fundamental pra gente se manter jovem. Quem é que não tem uma música antiga, mais velha até que você mesmo, que você gosta ou que de alguma maneira toca seu coração? Ou porque te lembra a infância, ou porque você começou a gostar daquele artista e foi pesquisar; ou ainda porque você a ouviu num filme, numa série, numa novela…

Às vezes, a gente toma um “susto” desses, quando lembranças da juventude são interrompidos, assim, do nada. Mas a vida é assim mesmo. Se não somos tão jovens, nossa mente é imortal.

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