Eu precisava escrever algumas coisas sobre o momento que estou passando. São só pensamentos que divido com minha mulher e alguns amigos bem amigos, bem chegados.

Apesar de parecer que sou muito popular/conhecido/reconhecido, nunca fui muito de ter uma turma. Sempre andei meio sozinho, meio deslocado do meio. É minha maneira de ser. Até hoje é assim: sempre gostei de ser outsider. “Diferentão”, como diz aquele meme famoso.

O difícil, pra mim, é combater meus próprios medos. Pra isso, há um tempinho, procurei ajuda profissional, e isso tá me fazendo ser uma pessoa melhor. A convivência com minhas sobrinhas nessa fase em que viraram adultas aumentou meu olhar e minha preocupação com o universo feminino e todas as mazelas envolvidas – sim, todo dia é um aprendizado, desde as piadinhas misóginas que a gente faz sem perceber, porque aprendeu que isso era normal; até a troca de experiências e de informação entre gerações tão distintas. Essa luta contra o que eu denominei de “machismo nosso de cada dia” é difícil, mas eu tenho tentado, e reconheço que evoluí em muitas coisas (Nathalya e Duda, obrigado por isso!)

Às vezes, é muita informação. Mas é necessário dizer, nesse momento em que se discute cada vez mais que o RESPEITO entre as pessoas deve ser aumentado, valorizado e incentivado, que você não deve manter uma relação abusiva com ninguém. Esteja você do lado que abusa ou que é abusado. E quantas vezes não fiz isso? Com palavras, com ações, com gestos. Não só no relacionamento afetivo, mas no dia a dia, no trabalho, na condução das coisas…

Mesmo na condição de líder de equipes, muito comum pra mim desde a época do futsal, fui aprendendo com o tempo que você não precisa ser grosseiro, rude ou mal-educado para aplicar suas ideias ou determinar metas. E o tempo vai te ensinado e te moldando, e te fazendo uma pessoa melhor. Basta você querer.

E pra quem pergunta sobre minha saúde: ela está sob controle. Não está 100%, mas está sendo monitorada e avaliada. E pra quem quiser saber mais, só me procurar. Eu sou um cara fácil de achar. E estou sempre aí.

Pra terminar: agora, já quarentão, as coisas continuam iguais. Sempre tive uma preferência pela noite, pelo underground, pelas pessoas que ninguém gosta e/ou que são discriminadas. E, ao contrário, eu gosto de todo mundo. Amo as pessoas que me tratam com respeito e carinho. Não discrimino ninguém, não me importo de ser “ridicularizado” por alguns por ter amigos e amigas gays/lésbicas/trans. Gosto de gente, gosto do abraço, do beijo do carinho das pessoas… Cada um é de um jeito! Respeite isso e seja feliz!

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